Um texto a quatro vozes: dicas e reflexões sobre produtividade

Duas dicas sobre como se sentir produtivo

“Você já se sentiu como se o dia tivesse lhe escorrido entre os dedos e você não conseguiu fazer nada? Você honestamente não sabe para onde o tempo foi, ou o que fez com ele e, como resultado, sente-se completamente improdutivo(a).” Assim começa um artigo do BlogHer (Where Did The Time Go?: Two Simple Hacks to Help You Feel More Productive). Gostei muito do texto e compartilho a ideia principal aqui, com adaptações minhas.*

Para reduzir esta sensação de não saber para onde foi o tempo, a autora, Renée Camus, sugere duas dicas simples:

Faça listas curtas

Reflita sobre o seu dia

Faça listas curtas. Se a gente se propõe a anotar todas as pendências, acaba fazendo uma lista muito longa. Se você for se guiar por essa lista completa, alguns itens vão continuar nela por semanas, meses, até anos. Você vai estar sempre em débito, nem que seja consigo mesmo.
Então, depois de fazer a lista-mestra, selecione dela apenas 3 afazeres maiores que você precisa/quer realizar no dia. Você pode ainda acrescentar umas duas tarefas pontuais, que requerem cerca de quinze minutos para serem feitas, para aumentar a sensação de realização. Claro que se você terminar de fazer esta lista toda e ainda tiver dia pela frente, você pode escolher outra tarefa para fazer, mas já estará com a sensação de dever cumprido garantida.

Reflita sobre seu dia – ou faça lista do que você fez. “É fácil esquecer o que realizei no dia, mesmo quando risco os itens da lista. Isso porque ainda haverá muitas outras tarefas a fazer, então eu não tenho como me orgulhar do que fiz.”
Uma saída para isso é tirar um momento (ou momentos) do dia para refletir sobre o que foi feito e tomar nota das tarefas realizadas, dos avanços dos projetos.

Pode até parecer que assim tem-se mais trabalho em tomar notas das realizações, mas não demora muito (a ideia é se tomarem notas curtas, não fazer relatórios complexos) e a partir daí pode-se olhar para trás e dizer “esse dia rendeu!”. E há dias em que qualquer motivo para celebrar é bem-vindo.

De certa forma eu já faço isso, embora não sistematicamente todos os dias. É um caminho para a automotivação. Após a leitura desse texto, me ocorreu que essa listinha de realizações, pode, depois de um tempo, talvez nas retrospectivas de final de ano, alimentar uma lista mais elaborada, das nossas realizações do ano. Por sua vez, esta lista pode ser útil na atualização de currículo, ou na preparação de relatórios. Essa ideia também não é minha. É da Chrissy Scivicque, do site e blog Eat Your Career. O texto completo dela sobre isto (em inglês) está neste link. Ela é uma das profissionais que admiro e escreve muitos textos perfeitos.

Produtividade, pra quê te quero?

Já que este texto já não está curto e estou fazendo uma citação atrás da outra, termino com a fala do Danilo Venticinque, da revista Época. Por favor não a leia de mau humor. O que ele traz é um aspecto do que pode acontecer se a gente se vicia em ler sobre produtividade, em vez de praticar ações em busca da produtividade.

“Uma das fórmulas mais eficientes para se tornar improdutivo é passar o dia lendo sobre produtividade. A internet e as prateleiras de autoajuda estão cheias de textos que querem nos ensinar a trabalhar melhor. Seus conselhos muitas vezes se contradizem. Compará-los é uma tarefa para várias tardes ociosas, que poderiam ser aproveitadas de outras formas — trabalhando, por exemplo. Além de nos transformar em crianças que apontam todos os lápis impecavelmente em vez de fazer a lição de casa, esses métodos infalíveis têm procedência duvidosa. Os gurus da produtividade fazem pouco. Costumam se dedicar exclusivamente a divulgar suas técnicas e a fazer fortunas com elas, em vez de usar os tais hábitos extraordinários de trabalho para construir algo admirável. Não é, convenhamos, uma existência muito produtiva.” (Trecho de Os rituais diários de grandes escritores).

Em tempo: Acredite: o primeiro título que pensei para esse texto era “Duas dicas simples para sentir mais produtivo”, mas uma ideia se ligou à outra, e tive de aproveitar tudo. Espero que você, que me lê, tenha gostado do resultado.

Nota

*Ou seja, o texto sob este subtítulo não é todo ele uma tradução. Inspirada no texto original, fiz uma adaptação e mesclei com ideias minhas. Os trechos realmente traduzidos estão entre aspas.

Tchau, maratona!

Falhei. Propus-me a fazer uma maratona de um mês de postagens diárias no blog e, ontem, porque eu estava viajando, não consegui postar. Não consegui também deixar o texto agendado, pois esta semana foi especialmente atarefada.

Mas não quero me lamentar, focar o lado negativo da coisa. Quero ver o que aprendi, como foi essa meia maratona de postagens diárias (14 dias).

- Aprendi que na próxima vez precisarei me planejar melhor. Empolguei-me em fazer esse mês especial coincidir com a ação NaBloPoMo em novembro, mas não olhei com cuidado para como minha vida estaria neste mês. Não vou detalhar aqui, pois este não é um blog pessoal, mas, acredite, há muitos projetos pessoais importantes em andamento, além do trabalho normal. E daqui até janeiro/2015 será uma correria, graças a Deus!

- Aprendi um pouco mais sobre o público que eu alcanço. Ele não interage muito. Mesmo quando fiz um pedido claro para que comentem, enviem mensagens, recebi apenas duas respostas. (Que ajudaram muito, obrigada!) Isso tem lado bom e lado ruim. O ruim é que eu fico meio perdida, sem saber se estou alcançando a expectativa do leitor. O bom é que não sou tão cobrada. Em alguns blogs que sigo, e que têm rotina de postagem diária, se a pessoa deixa de publicar um dia, recebe uma enxurrada de comentários de cobrança. Então, lido bem com o silêncio do leitor. Estou fazendo o que quero fazer, que é compartilhar o que sei sobre a profissão, além disso, sei que alguém está lendo, pelas estatísticas, então estou contente.

- Aprendi que na próxima vez preciso deixar praticamente todos os posts prontos com antecedência, ou ter pelo menos uns vinte rascunhos, pois o fato de ter de publicar diariamente gera em mim uma cobrança interna que acaba prejudicando a minha escrita.

Então, depois de uma rápida aventura, este blog volta ao seu ritmo normal (publicações semanais).

Frase de Quinta? #19

 “A comunicação é mais rara do que a felicidade, mais frágil do que a beleza. Um nada a pode suspender ou quebrar entre duas pessoas. Como podemos pois esperá-la entre um grande número?”.

MOUNIER, E. 1964. O Personalismo. 2. ed., São Paulo, Duas Cidades. p. 70.

 

Cena do filme "Larry Crowne". Imagem de Divulgação.

Cena do filme “Larry Crowne”. Imagem de Divulgação.

 

Redação comercial – pré-escrita

Trago para você um texto que traduzi, com autorização, da Dalice Trost, experiente professora de Business English que publica uma série de textos sobre Business Writing no blog dela. Logo abaixo da tradução, coloco o texto original em inglês. Aproveito para dizer que adquiri os e-books “Business Writing – A Tip a Day for 30 Day” (volumes 1 e 2) e os recomendo.

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Hoje me lembrei da importância da pré-escrita. A maioria das minhas dicas tem sido sobre as palavras no texto, como se juntam e como se apresentam. No entanto, a coisa mais importante a se lembrar no mundo dos negócios é que suas palavras estão ali para transmitir uma mensagem.
Se você não for claro sobre sua mensagem, nenhuma escrita correta vai tornar mais fácil o entendimento do leitor. É aqui que está a importância da pré-escrita. Para mim, a pré-escrita tem dois estágios:

1. Criação
2. Estrutura

Criação. No estágio da criação eu tomo notas de todas as ideias sobre o tema. Penso em quem vai ler. Coloco no papel tudo que me vem à mente sobre o tema. Não me censuro, não corto ideias que possam ser “estúpidas” ou “erradas”. Deixo a minha mente livre para ir aonde ela quiser. Nessa fase, uso mapas mentais, pois assim posso facilmente desenhar linhas que ligam ideias. Algumas pessoas gostam de fazer listas. Faça o que funciona para você.

Estrutura. Ao terminar a criação, olho para as minhas anotações e, em muitos casos, os tópicos se agrupam naturalmente formando uma estrutura definida. Pode ser introdução, desenvolvimento e conclusão, quando se tratar de um texto pequeno. Para um relatório, a estrutura poderia ser resumo, introdução, primeira ideia, argumentos que sustentam esta ideia, segunda ideia, seus argumentos … proposta. Depende muito do que estou escrevendo.

Somente quando completo esses dois passos começo de fato a escrever. E quando começo a escrever, já sei para quem escrevo, o que estou escrevendo, e a estrutura principal do texto. Isso libera minha mente para pensar na melhor forma de expressar a mensagem que quero passar.

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Today I was reminded about the importance of pre-writing. Most of my tips have been about the words on the page, how they are joined, and the like. But the most important thing to remember in business is that your words are there to convey a message.writing tips cover image

If you’re not clear about your message, no amount of good writing is going to make it easy for your reader to understand. This is where pre-writing is important. For me, pre-writing has two stages:

Invention
Structure

Invention In the invention stage I note down all my ideas about the topic. I think about the audience. I jot down anything that comes into my brain about the topic. I don’t censor myself; I don’t edit ideas out as ‘stupid’ or ‘wrong’. I give my mind free rein to wander where it will. At this stage I use mind maps because I can easily draw lines to show links between ideas. Some people like lists. Use whatever works for you.

Structure Once I’ve finished inventing I look at my notes and, in most cases, the notes fall naturally into groups which form a clear structure. It might be as simple as intro, body, conclusion for a short text. For a report it could be summary, intro, idea one, supporting arguments, idea two, supporting arguments . . . recommendation. It really depends on what I’m writing.

Only when I have completed these two steps do I actually start writing. And when I do start writing, I’ve already made decisions about who I am writing for, what I am writing, and the main structure of my piece. This leaves my mind free to think of how best to express my message.

http://dalicetrost.com/pre-writing-1960

PERGUNTA E RESPOSTA (iii): recomeçar carreira

Outro dia recebi mensagem de uma leitora do blog com o seguinte questionamento:

“Você acha que, após ter começado uma carreira em outra área, aos 25 anos ainda vale a pena fazer a graduação de secretária executiva? Conseguirei emprego?”

A minha resposta foi a seguinte: Sempre vale a pena recomeçar a carreira, principalmente se a gente prefere outros caminhos. Na época em que fiz graduação tive colegas de curso que tinham mais de 30 anos de idade.. Todas foram bem-sucedidas no que almejavam. Quanto a conseguir emprego, sempre tenho notícias de vagas de emprego e percebo que o mercado tem buscado o profissional de secretariado qualificado. Acredito que essa tendência permanece por uns bons 10 anos ainda, porque nem todos os cargos de secretariado executivo estão ocupados por profissionais da área.Nem nas instituições públicas, quanto mais nas empresas.

Compartilho essa interação, pois acredito que alguém poderia ter uma dúvida parecida com esta.